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Mais de 300 filhotes de tartarugas são soltos no mar em Luís Correia

 

O litoral do Piauí registrou no último fim de semana o nascimento de pelo menos 300 filhotes de tartarugas marinhas. Os ninhos estavam sendo monitorados pelo Instituto Tartarugas do Delta. Os ovos demoram em média 50 dias para eclodir.

“No final de semana nasceram três ninhos, cada um tem uma média de 100, 120 ovos. Aí a gente vai contabilizando. Esse número muda a cada dia”, afirma a bióloga Werlanne Magalhães, vice-presidente do Instituto Tartarugas do Delta.

Até o momento, segundo a bióloga, 98 ninhos de tartarugas foram registrados no litoral do estado. A ocorrência maior é na região da Praia do Arrombado, no município de Luis Correia

“A gente registra as desovas pelo rastro na praia deixado pela tartaruga. Quando a gente encontra o ninho, ele é demarcado e passamos a monitorar. A gente acompanha o ninho e o trabalho só encerra quando entregamos os filhotes ao mar. O fato de nascer não quer dizer que eles cheguem ao mar”, explica Werlanne.

A temporada de nascimento vai de janeiro a setembro. Só em 2021 já foram liberados mais de 2 mil filhotes. “Todo trabalho de monitoramento de praia faz com que a gente registre os ninhos. Esse trabalho começa em janeiro e termina em setembro. Até o momento registramos 98 ninhos. Destes, já foram liberados ao mar mais de 2 mil filhotes”, conta a bióloga.

A vice-presidente do Instituto destaca que as cinco espécies de tartarugas marinhas vistas no Brasil já foram registradas no Piauí, no entanto, as mais comuns são a Tartaruga Olivácea (Lepidochelys olivacea), Tartaruga de Pente (Eretmochelys imbricata) e a Tartaruga de Couro (Dermochelys coriacea).

“Nosso litoral é berçário, mas a maior a concentração de ninho é na praia do Arrombado. Aqui ocorrem as 5 espécies de tartarugas vistas no país, mas são mais comuns a de pente, oliva e a de couro”, relata.

Sem recursos

Por conta da falta de recursos financeiros, o Instituto Tartarugas do Delta não está conseguindo realizar o trabalho noturno de monitoramento das fêmeas.

“Essa temporada de 2021 estamos sem patrocínio e o trabalho está sendo voluntário. A gente continua realizando os trabalhos, mas não estamos indo mais a noite monitorar as fêmeas. Estamos apenas protegendo os ninhos”, finaliza.

Fonte: cidadeverde.com

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