sábado, 9 de janeiro de 2016

Aluno do Piauí bate record em Matemática no Enem

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(Estudante Victor Rebêlo)

O piauiense Vitor Melo Rebêlo, de 18 anos, foi um dos estudantes que conquistaram a maior nota em Matemática no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Foram 1.008,3 pontos, o que foi considerado um recorde no exame, segundo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O instituto ainda não divulgou quantas pessoas atingiram esta nota inédita.
“Eu pensei que fosse algum problema no site quando vi a nota maior que 1.000. Mas, desde quando conferi o gabarito, já sabia que minha pontuação seria, mais ou menos, essa”, afirmou Vitor Rebêlo ao G1.
Vítor diz que aguarda ansiosamente para fazer a inscrição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) na próxima segunda-feira (11). Ele afirma que a primeira opção será para o curso de Medicina, da Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Ele coleciona diversas vitórias em vestibulares, como a aprovação para Ciências da Computação na Universidade de São Paulo (USP), Universidade Campinas (Unicamp) e Engenharia Civial na Universidade Brasília (UNB).
Ele caminha para a 13ª aprovação e se diz confiante. “Sempre quis estudar Medicina na UFPI. Tenho vários familiares que são médicos, minha irmã faz Medicina e isso me também me incentivou”, afirmou.


De acordo com a irmã, Laís Rebêlo, há um ano ele estudava sozinho em casa, sempre focado na prova do Enem. “Vitor sempre foi muito dedicado e concentrado. Ele não precisava virar noites já que sabia aproveitar muito bem seu tempo de estudo”, disse a irmã.
No Enem 2015, Matemática foi o grande destaque, com a maior nota já registrada na história do exame: 1.008,3. Em 2014, o melhor desempenho na disciplina chegou a 973,6.
Acima dos 1000 pontos
Há uma explicação para a nota de Vítor ter ultrapassado os 1000 pontos. Segundo o Inep, a metodologia usada no Enem, chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI), leva em conta não apenas o número de acertos do candidato, mas o nível de dificuldade de cada item para se chegar à nota.
Essa metodologia permite que diferentes edições da prova sejam comparáveis. Com isso, é analisada a coerência das respostas do participante diante do conjunto das questões que formam a prova. Por isso, o número de acertos não tem correspondência direta com a pontuação final.

Fonte: G1

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